Simplesmente
Ao adentrar à singela favela notei que nela havia alegria, as
crianças sorriam, os jovens tagarelavam em demasia numa tarde fria... Pensei,
afinal do que sorriam. Então vislumbrei que caia a fixa pela qual há muito não
me apercebia ser um ser tão frágil e pobre diante de gente de índole nobre.
Voltei o meu pensamento ao real e pude entender um pouco, apenas um pouco de
que a vida ali não influía, tampouco, fluía sobre àquela matéria fria tomada de
alegria quente de singela gente. Aí conclui que a felicidade encontra-se na
simplicidade de um brinquedo qualquer, dependendo do olhar de sabedoria do
pobre mortal a qual ria da própria ironia do belo malmequer o qual ao final do
dia arrefecia e noutro fenecia ao capricho da natureza real.
Ali entendi que tudo o que possuía; somente me pertencia por um
laivo de momento e que tudo deixaria ao meu orgulhoso tormento.
Como sou pobre, meu Deus!
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