Num canto da visão
Um recanto pode ser de infinito encanto, às vezes a vista
não alcança o bem que se tem para curtir, sem pagar imposto em pranto, isso sim
dá gosto, porque imposto é imposição sempre a se discutir, apesar do sisudo
verbete, deve ser retornado ao povo, mas na sua viagem da mais pura vadiagem
derrete à sorvete marejando todo o chão. Quando admiro a natureza de singular
beleza o proprietário paga por mim as despesas do sistema o qual sustenta o seu
falso diadema mesclado de infinita corrupção. Assim me entrego à viagem ao
mundo da criação. A vaidade fica por felicidade ao proprietário cidadão, mas
pra mim a natureza se revela por inteira em gratuita gratidão bendita. Curto em
pleno regozijo essa anti-divisão e nada mais exijo além dessa bênção. A
natureza celeste a minha vista avista pela minha nata visão, embora, a nata de
outra catarata embargue um pouco essa função inata. Ao firmar minha visão no
firmamento vejo o infinito de lampejo, pois, infinito não se vê não, meu irmão,
pode crer; esse papo não é gracejo não...
- Quanto tempo pode durar uma boa contemplação?
- Alguns poucos minutos, pois, o contemplador, geralmente
mente à sua mente a qual fica crente na sua inútil simulação. Dinheiro não caiu
do céu, a não ser quando vem pela chaminé do velho Papai Noel, quiçá, basta ter
fé... Do céu vem a vida, embora, a visão não veja a presença do fino véu a ela
requerida...
Ai vem um monte de insegurança e o desequilíbrio se avança.
Porém, a inteligência simples pode entender que para se bem
viver basta ter o necessário e deixar de ser otário e parar de tanto sofrer...
A paz não se compra...
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