Merencória
Numa dessas noites enluaradas,
sentado me encontrava recostado numa pilastra do alpendre lá de casa, sobre o
primeiro degrau daquela escada, enquanto, contemplava o campo mesclado de
arvoredo encantado o qual se perdia no tempo daquela noite a qual irradiava
certa alegria para apaziguar a minha afoita agonia. Relembrava dum passado
distante dum desperto anteontem. Aquele pensamento estonteante me fazia rubrar à
tez ao confundir o alazão, potro de estimação com um rinoceronte de ilusão
noturna. O potro ao trote na mata se desfez como vulto soturno em sua sordidez.
Envergonhado com a minha insensatez voltei-me a pensar: “No escuro todos os
gatos ficam pardos”. Descartando minha timidez, retornei a pensar outra vez no
meu velho fardo: Por que a paz arredia se desfaz em melancolia na merencória
dessa lua fria, sem sentido profícuo? Inexplicável sentimento místico de dor e
alegria, não dando o devido sentido ou algo parecido com o qual me identifico,
porém, infelizmente não explico.
Então briguei comigo mesmo,
repreendendo-me, pois, deveria aproveitar aquele momento bem medido, quiçá, bem
merecido duma sublime contemplação de estado de espírito imbuído dum lapso que ficou
perdido, todavia, deveria ser mais querido.
O resto não passava de mera ilusão.
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