Cúmulo da perfeição
Arrepender ou não, eis a velha questão.
Ao bater no peito, sem pensar direito, há quem diga não se arrepender
do que fez, e tudo o que fez está feito e faria tudo outra vez. Então é o
cúmulo da perfeição, pois, é maior do que o Criador que disse ter-se
arrependido da infame criação que fez.
A vida do homem é mesclada de toda a imperfeição na subida
íngreme duma desconhecida escada, donde fica marcada a dor da ilusão. Nessa
estada fria como num hangar se faria a estadia do avião, à espera do piloto sério
ou maroto pra lhe dar a boa ou má direção.
Começaria tudo de novo, e jamais repetiria a egocêntrica
mania recheada de tanta grosseria, e me arrependeria de tanta porcaria mesmo
que involuntária e sairia da nojenta condição de otário.
Vida vazia, orgia danada, curva e encruzilhada, colisão de
amor e paixão, noite nublada de ódio, muito arrependimento pela ignorância
natural revestida do mal o qual me fazia desejar o pódio.
Se pudesse voltar atrás, com o perdão da cacofonia, voltaria
com desejo voraz de melhoria assaz, e me arrependeria de tudo o que não fiz de
legal...
Sequer aprendi a amar...
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